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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

OSWALDO CRUZ

VL PROGRESSO
 
BIOGRAFIA
 
Oswaldo Gonçalves Cruz (São Luiz do Paraitinga, 5 de agosto de 1872 — Petrópolis, 11 de fevereiro de 1917) foi um cientista, médico, bacteriologista, epidemiologista e sanitarista brasileiro.
 
Oswaldo Gonçalves Cruz doutorou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1892. Em 1896 partiu para Paris, onde fez estágio no Instituto Pasteur.

Voltou para o Brasil em 1899, quando foi convidado a organizar um laboratório destinado a preparar vacinas contra a peste bubônica, que irrompera em Santos (Estado de São Paulo) e em outras cidades portuárias. Assume, assim, a direção do Instituto Soroterápico, mais tarde denominado Instituto de Patologia Experimental de Manguinhos - e, depois, Instituto Oswaldo Cruz.

Nomeado diretor-geral da Saúde Pública, em 1903, no governo do presidente Rodrigues Alves, teve a tarefa, dentre outras, de combater a febre amarela, que, em 1902, registrara 984 casos no Rio de Janeiro.

Iniciou, então, rigorosa campanha de combate ao mal, com isolamento de doentes, vacinação obrigatória e combate implacável aos focos de mosquitos. A campanha sofria cerrada oposição da parte de políticos, dos positivistas e de vários jornais. Em consequência, estoura, finalmente, uma rebelião na Escola Militar, com repercussão em toda a cidade - a Revolta da Vacina.

A rebelião chegou a ameaçar de deposição o presidente da República, mas foi subjugada pelo comandante da guarnição federal, general Hermes Rodrigues da Fonseca. A campanha de vacinação prosseguiu, fazendo com que o número de óbitos caísse gradualmente até 1908, quando nenhum caso de febre amarela é registrado no Rio de Janeiro.

Oswaldo Cruz representou o Brasil no 14º Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Berlim, em 1907, quando apresentou os trabalhos desenvolvidos no Instituto de Manguinhos. O júri do congresso decide, então, dar - entre os 123 participantes da reunião - o primeiro prêmio ao Brasil (prêmio, aliás, pela primeira vez concedido a uma instituição estrangeira).

Depois de se afastar da Diretoria de Saúde Pública, Oswaldo Cruz aceita, em 1910, o convite para estudar o saneamento da região em que se construía a estrada de ferro Madeira-Mamoré. Passa um mês na região, que percorre minuciosamente, fazendo amplo levantamento das doenças. Graças às suas conclusões, a construção da ferrovia pôde ser levada adiante.

Eleito para a Academia Brasileira de Letras, ocupou a cadeira nº 5, deixada pelo poeta Raimundo Correia.

Oswaldo Cruz faleceu prematuramente, aos 44 anos, de insuficiência renal.


sábado, 28 de setembro de 2013

ALEXANDER FLEMING


JD EMILIA
 
BIOGRAFIA
 
Alexandre Fleming (1881-1955) nasceu em Lochfield, no condado escocês de Ayr, no Reino Unido, no dia 6 de agosto de 1881. Formou-se na escola de medicina do Hospital Saint-Mary, em Londres. Logo começou a pesquisar os princípios ativos antibacterianos, que acreditava não serem tóxicos para o tecido humano. Durante a Primeira Guerra Mundial, serviu no corpo médico da Marinha, nas frentes de batalha, e viu muitas mortes por infeção. Terminada a guerra, foi nomeado professor de bacteriologia do Hospital Saint-Mary e mais tarde foi nomeado diretor adjunto.


Em 1921, Fleming identificou e isolou a lisozima, uma enzima bacteriostática, que impede o crescimento de bactérias, presente em certos tecidos e secreções animais, como a lágrima e a saliva humanas, e na albumina do ovo.

Em 1928 era professor do colégio de cirurgiões e estudava o comportamento da bactéria Staphylococcus aureus, quando observou uma substancia que se movia em torno de um fungo da espécie Penicillium notatum, demonstrando grande capacidade de absorção dos estafilococos. Fleming batizou essa substancia com o nome de penicilina e, um ano mais tarde, publicou os resultados do estudo no British Journal of Experimental Pathology. Não pareciam então promissoras as tentativas de aplicar esse material ao tratamento das infecções humanas, devido a sua instabilidade e falta de potência. Anos depois, um grupo de pesquisadores da Universidade de Oxford interessou-se pela possibilidade de produzir penicilina estável para fins terapêuticos.

Uma década após a publicação da pesquisa de Fleming, os americanos Ernst Boris Chain e Howard Walter Florey conseguiram isolar a penicilina em estado anidro, ou seja, na ausência de umidade. Em 1941 o novo produto começou a ser comercializado nos Estados Unidos, com excelentes resultados terapêuticos no tratamento de doenças infecciosas. Fleming foi reconhecido universalmente como descobridor da penicilina e eleito membro da Royal Society em 1943. Um ano depois, foi sagrado cavaleiro da coroa britânica.

Em 1945, Sir Alexander Fleming obteve novo reconhecimento por seu trabalho de pesquisa ao receber o Prêmio Nobel de fisiologia e medicina, junto com os americanos Chain e Florey. O cientista teve oportunidade de acompanhar a repercussão de sua descoberta e a evolução dos antibióticos, medicamentos dos mais utilizados no mundo e responsáveis pela cura de doenças graves, como a tuberculose. Morreu em Londres, em 11 de março de 1955, de um ataque cardíaco.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

EMILIO RIBAS

VILA HARO
 
BIOGRAFIA
 
Emílio Marcondes Ribas (Pindamonhangaba, 11 de abril de 1862 — São Paulo, 19 de fevereiro de 1925) foi um sanitarista brasileiro. Trabalhou no combate a epidemias e endemias, tendo criado o Instituto Butantan entre outros órgãos públicos de saúde pública.
 
Um dos bravos e incompreendidos sanitaristas brasileiros do fim do século XIX e início do século XX que, juntamente com Oswaldo Cruz, Adolfo Lutz, Vital Brasil e Carlos Chagas, lutaram para livrar a cidade e os campos das epidemias e endemias que assolavam o país. Formou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (1887).
 
Guiado apenas pela intuição, Emílio Ribas combateu a febre amarela, exterminando com êxito o mosquito transmissor da doença (hoje conhecido por Aedes aegyptii) nas cidades paulistas de São Caetano, Pirassununga, Pilar, Campinas e Jaú, o que lhe valeu a nomeação, em 1898, para diretor do Serviço Sanitário do Estado de São Paulo.
 
Sofreu forte oposição dos que acreditavam que a doença era transmitida por contágio entre pessoas e para provar que esta tese estava errada, deixou-se picar pelo inseto contaminado, junto com os colegas Adolfo Lutz e Oscar Moreira. Foi a partir da contaminação de Ribas que Oswaldo Cruz empreendeu a eliminação dos focos de mosquito no Rio de Janeiro.
 
Ribas foi fundador do Instituto Soroterápico do Butantã, construído numa fazenda nos arredores de São Paulo, e colaborou para a fundação do Sanatório de Campos do Jordão para tratamento da tuberculose.
 
Em 1902, Emílio Ribas trabalhou em São Simão (São Paulo), para deter a terceira epidemia de Febre amarela. Só saiu da cidade quando conseguiu com uma equipe de médicos e voluntários acabar com a grave epidemia, mandando limpar o rio que corta a cidade, e tomando medidas para melhorar o Saneamento básico na cidade .
 
Em sua homenagem o nome de Emílio Ribas batiza o principal Centro de Estudos de pesquisa Infecto-contagiosas e um Hospital a ele ligado o Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

JOSE STILITANO

OURO FINO
 
BIOGRAFIA
 
José Stillitano foi um futebolista brasileiro, que jogou como goleiro titular do Club Athlético Paulistano da cidade de São Paulo nos anos de 1915 e 1916, sagrando-se campeão do Campeonato Paulista de Futebol de 1916.
 
Stillitano também entrou para a história por ter atuado como goleiro no primeiro jogo da Sociedade Esportiva Palmeiras, então Palestra Itália, em 24/01/1915 contra a equipe do Savóia da cidade de Votorantim. Emprestado pelo Paulistano, Stillitano não decepcionou e não sofreu nenhum gol na partida que terminou com vitória do Palestra Itália por dois gols a zero.
 
Anos depois, após formar-se em medicina, Stillitano mudou-se para Sorocaba no interior de São Paulo onde passou a exercer a profissão com grande destaque, incluindo a liderança do corpo médico na Santa Casa de Sorocaba. Nas décadas de 1930 e 1940 a habilidade do médico atraia para a Santa Casa pacientes até mesmo de outros Países.
 
Em reconhecimento pelos anos de benemerência e dedicação na área de saúde, após a sua morte foram colocados um sino e um busto na Santa Casa de Sorocaba.
 
Em 1982 o Deputado Estadual Archimedes Lammoglia apresentou projeto que concedeu a denominação de "Dr. José Stillitano", à SP-97, Rodovia que liga Sorocaba a Porto Feliz, no trecho Sorocaba - Castello Branco.

ANA NERY

ALÉM PONTE

BIOGRAFIA 

Ana Néri (1814-1880) foi a pioneira da enfermagem no Brasil. Prestou serviços voluntários, nos hospitais militares de Assunção, Corriente e Humaitá, durante a Guerra do Paraguai.
 
Ana Néri  nasceu em Vila da Cachoeira do Paraguaçu, Bahia, no dia 13 de dezembro de 1814. Casou-se aos 23 anos com Isidoro Antônio Néri, capitão-de-fragata da Marinha, que estava sempre no mar.
 
Ana acostumou-se a ter a casa sob sua responsabilidade. Ficou viúva com 29 anos. Em 1843, seu marido morre a bordo do veleiro Três de Maio, no Maranhão. Criou sozinha os três filhos, Justiniano, Isidoro e Pedro Antônio. Os dois primeiros tornaram-se médicos e o Pedro Antônio, militar.

Em 1865, o Brasil integrou a Tríplice Aliança, que lutou na Guerra do Paraguai. Os filhos de Ana Néri foram convocados para lutar no campo de batalha. Sensibilizada com a dor da separação, no dia 8 de agosto, escreveu ao presidente da província oferecendo-se para cuidar dos feridos de guerra, enquanto o conflito durasse. Seu pedido foi aceito.
 
Partiu de Salvador, em direção ao Rio Grande do Sul, onde aprendeu noções de enfermagem com as irmãs de caridade de São Vicente de Paulo. Com 51 anos, foi incorporada ao Décimo Batalhão de Voluntários e durante toda a guerra prestou serviços nos hospitais militares de Assunção, Corrientes e Humaitá. Tornou-se a primeira mulher enfermeira do país.
 
Apesar da falta de condições, pouca higiene, falta de materiais e excesso de doentes, Ana Néri chamou a atenção, por sua dedicação ao trabalho como enfermeira, por todos os hospitais onde passou.
 
Ana montou uma enfermaria-modelo em Assunção, capital paraguaia, sitiada pelo exército brasileiro. No final da guerra, em 1870, Ana voltou ao Brasil com três órfãos de guerra. Foi homenageada com a Medalha Geral de Campanha e a Medalha Humanitária de Primeira Classe. D. Pedro II, por decreto, lhe concedeu uma pensão vitalícia.
 
Ana Justina Ferreira Neri, faleceu no Rio de Janeiro em 20 de maio de 1880. Carlos Chagas batizou com o nome de Ana Néri a primeira escola oficial brasileira de enfermagem, em 1926. O dia do enfermeiro é comemorado no dia 20 de maio.