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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

BORBA GATO

VILA SANTANA
BIOGRAFIA
 
Borba Gato (1649-1718) foi um dos mais célebres bandeirantes paulista. Descobriu as minas de Sabará em Minas Gerais. Participou da importante expedição chefiada por Fernão Dias Paes, em busca das esmeraldas. Foi responsável pela morte de Castelo Branco, fidalgo espanhol enviada ao Brasil para inspecionar as minas descobertas. Temendo ser preso foi obrigado a se refugiar no sertão, onde passou dezessete anos vasculhando a região das atuais cidades de Sabará e Caeté, nas proximidades do rio das Velhas em Minas Gerais, onde acabou encontrando as famosas minas de Sabará.
 
Borba Gato (1649-1718) nasceu em São Paulo. Era filho de João de Borba Gato e Sebastiana Rodrigues. Casou-se com Maria Leite que era filha do também bandeirante Fernão Dias. Fez parte da expedição chefiada por Fernão Dias, em busca de esmeraldas. No final da expedição ao pressentir que ia morrer, Fernão Dias entregou o destino da expedição a seu genro Manuel Borba Gato.
 
Terminada a expedição que havia descoberto as pedras verdes, a caravana voltava para a vila e encontrou Rodrigo Castelo Branco, um espanhol a serviço de Portugal, na fiscalização da minas. Garcia Paes, filho de Fernão Dias Paes, entregou as jazidas a Castelo Branco, que tomaria posse da mina. A medida provocou protestos de Borba Gato.
 
Castelo Branco foi morto e Borba Gato responsabilizado. Correndo o risco de ser preso, fugiu para o sertão, onde passou dezessete anos procurando ouro nas atuais cidades de Sabará e Caeté, nas proximidades do Rio das Velhas em Minas Gerais, onde acabou encontrando grande filão de ouro.
 
O Governador do Rio de Janeiro, Artur de Sá, quando soube da descoberta do ouro, negociou com Borba Gato, sua liberdade em troca da informação onde estavam as grandes pepitas. Novas descobertas foram surgindo e a região viveu o apogeu do ciclo do ouro. Organizadas administrativamente em distritos, coube a Borba Gato a superintendência do distrito do rio da Velhas.
 
A vinda de portugueses e luso-brasileiros que se instavam na região aumentou consideravelmente e não agradou aos paulistas que exigiam que as terras mimeiras fossem concedidas apenas aos habitantes de São Paulo. Essa invasão separou os mineradores em dois grupos. De um lado os paulistas chefiados por Borba Gato e do outro lado os invasores, chamados de emboabas, chefiados pelo português Manuel Nunes Viana.
 
Vários incidentes vieram acirrar a concorrência entre os grupos, entre eles duas mortes. Borba Gato abandonou seu posto de só retornou quando D.João concedeu anistia para todos os envolvidos no conflito. Os chefes emboabas foram intimados a deixar as minas e Borba Gato volta ao posto de superintendente das minas do distrito do Rio das Velhas.

BALTASAR FERNANDES

 
BIOGRAFIA
 
O capitão Baltasar Fernandes foi fundador e dos primeiros povoadores de Sorocaba assim como seu filho, Manuel Fernandes de Abreu, o Caiacanga, seus genros castelhanos André de Zúnega e Bartolomeu de Zúnega e Contreras, mais D. Diogo do Rego e Mendonça, D. Gabriel Ponce de León, e centenas de bugres cativos, como se dizia então dos índios aprisionados. Era irmão do fundador de Itu, Domingos Fernandes, e do fundador de Parnaíba, André Fernandes.
 
Ele nasceu em São Paulo e cresceu em Santana do Parnaíba. Era um notável bandeirante, que passava muitas vezes pelos campos de Sorocaba em suas viagens ao sertão. Buscava índios no Rio Grande do Sul e no Paraguai para trabalhar nas lavouras. Casou com Maria de Zunega, do Paraguai, filha de Bartolomeu de Torales e depois de enviuvar casou com Isabel de Proença, filha de João de Abreu. Naquele tempo chamavam os paraguaios de castelhanos. Quatro genros de Baltazar Fernandes eram castelhanos. Foi com estes que ele veio fundar a cidade de Sorocaba no ano de 1654.
 
Baltasar foi alferes na bandeira chefiada por seu irmão André Fernandes em 1613 até o sertão do rio Paraupava; participou depois da bandeira de Francisco Bueno, servindo na divisão chefiada por seu irmão. Teve ainda terras no atual Rio Grande do Sul, de 1637 a 1639, onde desse modo se dizia possuir mais de quatrocentos índios a seu serviço.
Por volta de 1654, Baltasar Fernandez edificiou casa à beira do rio Sorocaba e na colina a capela de Nossa Senhora da Ponte - local onde hoje é a Catedral Metropolitana de Sorocaba, na Praça Coronel Fernando Prestes, doada em 1660 com terras, plantações e escravatura indígena, aos beneditinos. Posteriormente houve a fundação do Mosteiro de São Bento.
 
Em 1661, Baltazar Fernandes foi para São Paulo falar com o governador geral Côrrea de Sá e Benevides. Baltazar queria que Sorocaba deixasse de ser um povoado e virasse uma vila (denominação dada as cidades naquela época). O governador atendeu a seu pedido e, no dia 3 de março de 1661, Sorocaba foi elevada à categoria de Vila. Tornou-se então, a Vila de Nossa Senhora da Ponte de Sorocaba. De imediato, Sorocaba ganhou sua Câmara Municipal. Nesse mesmo dia, foram nomeados os principais componentes da Câmara: juízes Baltazar Fernandes e André de Zunega, vereadores Cláudio Furquim e Paschoal Leite Paes e procurador Domingos Garcia, acompanhado do escrivão Francisco Sanches