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domingo, 13 de outubro de 2013

EVARISTO DA VEIGA


VL JARDINI
 
BIOGRAFIA

Evaristo Ferreira da Veiga e Barros (Rio de Janeiro, 8 de outubro de 1799 — Rio de Janeiro, 12 de maio de 1837) foi um poeta, jornalista, político e livreiro brasileiro. Autor da letra do hino da independência (1822) com o título de Hino constitucional brasiliense.
 
Estudou no Seminário de São José, que deixou para trabalhar na livraria do pai, e mais tarde montou a própria livraria. Era o segundo dos três filhos do casal luso-brasileiro, um professor régio de primeiras letras na freguesia de São Francisco Xavier do Engenho Velho, o português Francisco Luís Saturnino Veiga, que chegara ao Brasil aos 13 anos e foi soldado miliciano na paróquia de Santa Rita, no Rio de Janeiro, comerciante de livros e pesquisador, e de sua esposa, a brasileira D. Francisca Xavier de Barros.
 
Teve grande influência do pai e destacou-se como estudante no Rio de Janeiro. Aprendeu francês, latim, inglês, cursou aulas de retórica e poética e estudou filosofia e adquiriu interesse por jornalismo ao visitar as oficinas da Impressão Régia, nos porões do palácio do conde da Barca.  Sem condições de partir para a Universidade de Coimbra, cobriu seu interesse de aprender, lendo em primeira mão os livros que seu pai trazia da Europa para comercializar na livraria.
 
Projetou-se na vida nacional com sua participação no jornal bissemanal Aurora Fluminense, lançado ainda na época de D. Pedro I (1827), no qual chegou a ser redator único. A publicação, prestigiada pela seriedade, tratava de temas essencialmente políticos, como a defesa da liberdade constitucional, do sistema representativo e da liberdade de imprensa, além das críticas ao autoritarismo de D. Pedro I, mas mantendo uma posição de equilíbrio durante as crises que precederam a abdicação do imperador.
 
Elegeu-se (1830) deputado por Minas Gerais, província que embora defendesse por mais dois mandatos, só conheceria seis anos depois (1836). Apesar da atividade política, não modificou os hábitos, continuando livreiro, nem utilizando sua participação na imprensa para promoções pessoais.
 
Com a vitória liberal, Evaristo da Veiga desenvolveu intensa atividade política e apoiou a lei de junho (1831) que regularizou a situação da regência. Destacou-se como um dos principais membros da Sociedade Defensora da Liberdade e Independência Nacional, de grande influência na época. Apoiou o governo de Feijó, onde se tornou, consensualmente, chefe do Partido Moderado, os  chimangos, em oposição ao Restaurador, os caramurus.
 
No auge de sua divergência com os Andradas, foi vítima de atentado (1832) cujo autor se disse contratado por um correligionário de José Bonifácio. Concentrou seus esforços na elaboração do ato adicional (1834) e viu vitoriosa sua tese segundo a qual só à Câmara dos Deputados, e não ao Senado, cabiam atribuições constituintes. Patrono da cadeira nº 10 da Academia Brasileira de Letras, morreu no Rio de Janeiro RJ, com apenas 37 anos de idade

sábado, 12 de outubro de 2013

CECÍLIA MEIRELES

 

CIDADE JARDIM
 
BIOGRAFIA
 
Cecília Benevides de Carvalho Meireles (Rio de Janeiro, 7 de novembro de 1901 — Rio de Janeiro, 9 de novembro de 1964) foi uma poetisa, pintora, professora e jornalista brasileira .
 
Filha de Carlos Alberto de Carvalho Meireles, funcionário do Banco do Brasil, e de D. Matilde Benevides Meireles, professora municipal, Cecília Benevides de Carvalho Meireles foi a única sobrevivente dos quatros filhos do casal.

O pai faleceu três meses antes do seu nascimento e sua mãe quando ainda não tinha três anos. Desse modo, foi criada por sua avó, Jacinta Garcia Benevides.

Concluiu o curso primário em 1910, na Escola Estácio de Sá, ocasião em que recebeu de Olavo Bilac, Inspetor Escolar do Rio de Janeiro, medalha de ouro por ter feito todo o curso com "distinção e louvor". Diplomou-se no Curso Normal, em 1917, passou a exercer o magistério primário em escolas oficiais do antigo Distrito Federal.

Dois anos depois, em 1919, publicou seu primeiro livro de poesias, "Espectros". Seguiram-se "Nunca mais... e Poema dos Poemas", em 1923, e "Baladas para El-Rei, em 1925. Nesse meio tempo, casou-se, em 1922, com o pintor português Fernando Correia Dias, com quem tem três filhas: Maria Elvira, Maria Mathilde e Maria Fernanda, que se tornou uma atriz teatral consagrada.

De 1930 a 1931, manteve no "Diário de Notícias" uma página diária sobre problemas de educação. Em 1934, organizou a primeira biblioteca infantil do Rio de Janeiro, ao dirigir o Centro Infantil, que funcionou durante quatro anos no antigo Pavilhão Mourisco, no bairro de Botafogo.

Seu primeiro marido suicidou-se em 1935. Neste mesmo ano e até 1938, passou a lecionar literatura luso-brasileira e técnica e crítica literária, na Universidade do Distrito Federal (hoje UFRJ). Colaborou, ainda, ativamente, de 1936 a 1938, no jornal "A Manhã" e na revista "Observador Econômico". Em 1940, casou-se com o professor e engenheiro agrônomo Heitor Vinícius da Silveira Grilo.

O Prêmio de Poesia Olavo Bilac, que recebeu da Academia Brasileira de Letras, pelo seu livro "Viagem", em 1939, foi o primeiro reconhecimento da alta qualidade de sua obra poética. De fato, Cecília Meirelles ocupa lugar de destaque entre a chamada Segunda geração do modernismo brasileiro.

Aposentou-se em 1951 como diretora de escola, porém continuou a trabalhar, como produtora e redatora de programas culturais, na Rádio Ministério da Educação, no Rio de Janeiro (RJ). Da mesma forma, manteve-se ativa e viajou por diversos países do mundo, ministrando conferências sobre poesia e literatura brasileira. Recebeu diversas honrarias, como a Ordem de Mérito do Chile, e o título de Doutora Honoris Causa da Universidade de Nova Delhi, na Índia.

Recebeu o Prêmio de Tradução/Teatro, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte, em 1962 e, no ano seguinte, ganhou o Prêmio Jabuti de Tradução de Obra Literária, pelo livro "Poemas de Israel", concedido pela Câmara Brasileira do Livro. No ano de sua morte, recebeu ainda o Jabuti de poesia pelo livro "Solombra", e, postumamente, em 1965, o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de sua obra.


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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

ALVARES DE AZEVEDO

 
VL HORTENCIA
 
BIOGRAFIA

Manuel Antônio Álvares de Azevedo (São Paulo, 12 de setembro de 1831 — Rio de Janeiro, 25 de abril de 1852) foi um escritor da segunda geração romântica (Ultra-Romântica, Byroniana ou Mal-do-século), contista, dramaturgo, poeta e ensaísta brasileiro, autor de Noite na Taverna.
 
Pertenceu à chamada segunda geração do Romantismo brasileiro, influenciada pelo poeta Byron, cuja poesia se caracterizou pelo ultra-romantismo, subjetividade e pessimismo frente à vida.
 

Em todo o mundo, os integrantes dessa tendência romântica olhavam com desencanto para a vida e consideravam o sentimento do tédio como o "mal do século". Levavam vidas boêmias e desregradas, o que levou grande parte deles a contrair tuberculose.

A morte constitui o tema de grande parte dos poemas de Álvares de Azevedo. O paradoxo é que sendo ele o poeta dos versos sombrios e cinzentos, também cultivou o humorismo na sua poesia, devido à irreverente ironia de alguns dos seus poemas, como o famoso "Namoro a cavalo" ou "A lagartixa" que começa com os seguintes versos:

"A lagartixa ao sol ardente vive/ E fazendo verão o corpo espicha:/ O clarão de teus olhos me dá vida/ Tu és o sol e eu sou a lagartixa.

Outro elemento constante em suas poesias é a mulher, ora apresentada como virgem, bondosa e amada, ora prostituta, ordinária e vadia. Seus poemas também são marcados pelo patriotismo e o saudosismo da infância, além de certo satanismo, ligado à morbidez e à rebeldia dos românticos.

Álvares de Azevedo foi vitimado pela tuberculose aos 21 anos incompletos. Todas suas obras foram publicadas em livro postumamente: os poemas de "Lira dos Vinte Anos", a peça teatral "Macário", e o livro de contos "A Noite na Taverna".

Álvares de Azevedo é a patrono da Cadeira no 2 da Academia Brasileira de Letras.

GONÇALVES DE MAGALHÃES

TRUJILLO
 
BIOGRAFIA
 
Conhecido também como Visconde de Araguaia, Domingos José Gonçalves de Magalhães nasceu no Rio de Janeiro no dia 13 de agosto de 1811. Tornou-se importante na literatura brasileira por ter publicado “Suspiros poéticos e saudades” (1837), marcando assim o início romantismo brasileiro.
 
Formou-se em Medicina, e exerceu alguns cargos públicos no Rio Grande do Sul e no Maranhão, mas não seguiu a profissão, preferindo ingressar na carreira diplomática. Ocupou vários cargos na Europa, inclusive o de cônsul brasileiro em Viena, na Áustria. Servindo em Paris, em 1833, e tendo contato com as idéias ali emergentes, lançou a revista literária “Niterói”, juntamente com Araújo Porto Alegre e Torres Homem, onde publicou um manifesto do romantismo, o “Discurso sobre a História da Literatura no Brasil”, e outros artigos importantes para a definição do movimento Romântico no Brasil.
 
No mesmo ano em que publicou sua obra-prima, Gonçalves de Magalhães retornou ao Brasil, passando a lecionar filosofia no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Depois disto, o poeta dedicou-se ao gênero dramático, escrevendo algumas peças, como “Antônio José” ou “O Poeta e a Inquisição” (1838), tragédia em três atos sobre a vida e a morte na fogueira deste desventurado dramaturgo brasileiro e “Olgiato” (1839).
 
Uma obra que despertou grande polêmica entre os críticos liderados por José de Alencar foi a “Confederação dos Tamoios”, poema épico que marcou o retorno ao classicismo. Essa obra foi severamente criticada, pois ela não representava os ideais do romantismo. Publicou ainda “Os Mistérios” (1858), “Ucrânia” (1862) e “Cânticos Fúnebres” (1864). Depois disto, o poeta dedicou-se quase exclusivamente ao ensaio e a filosofia, tendo publicado “Opúsculos Históricos e Literários” (1865), “A Alma e o Cérebro” (1876) e “Comentários e Pensamentos” (1880).
 
Gonçalves de Magalhães faleceu em Roma, em 10 de Julho de 1882, como ministro plenipotenciário do Brasil junto à Santa Sé

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

DUQUE ESTRADA

 
VILA OLIMPIA
 
Joaquim Osório Duque-Estrada (1870-1927) foi poeta brasileiro. Autor da Letra do "Hino Nacional Brasileiro". Foi eleito para a cadeira nº 17 da Academia Brasileira de Letras. Foi também professor, crítico literário, ensaísta e teatrólogo.
 
Nasceu em Pati do Alferes, então município de Vassouras, Rio de Janeiro, no dia 29 de abril de 1870. Filho do tenente-coronel Luís de Azeredo Coutinho Duque-Estrada e de Mariana Delfim Duque-Estrada. Era afilhado do general Osório o Marquês do Herval. Estudou as primeiras letras na cidade do Rio de Janeiro, nos colégios Almeida Martins, Aquino e Meneses Vieira. Matriculou-se em 1882 no Colégio Pedro II.
 
 
Em 1886, publicou o primeiro livro de versos, "Alvéolos". Começou a colaborar na imprensa, em 1887, escrevendo os primeiros ensaios como um dos auxiliares de José do Patrocínio na campanha da abolição. Em 1888, alistou-se nas fileiras republicanas, ao lado de Silva Jardim, entrando para o Centro Lopes Trovão e o Clube Tiradentes, onde foi o 2º secretário. Nesse mesmo ano, em dezembro, conclui o bacharelado em Letras.
 
Em 1889, foi para São Paulo, onde se matriculou na Faculdade de Direito. Nesse mesmo ano entra para a redação do Diário Mercantil. Abandonou o curso de Direito em 1891, para se dedicar à diplomacia, sendo nomeado o 2º secretário de legação no Paraguai, onde permaneceu por um ano. Regressou ao Brasil, abandonando a carreira diplomática.
 
Entre os anos de 1893 e 1896, morou em Minas Gerais, onde escreveu "Eco de Cataguases". De volta ao Estado do Rio de Janeiro, trabalha como inspetor geral do ensino, bibliotecário e professor de francês, do Ginásio de Petrópolis. Em 1901, participa de um concurso para escolha da letra do Hino Nacional. Sua letra, julgada pelo Congresso, foi a vitoriosa mas, só foi oficializada no dia 6 de setembro de 1922. Em 1902, volta para a Capital do Império, onde é nomeado regente interino da cadeira de História Geral e do Brasil, no Colégio Pedro II.
 
Em 1902 publica o livro "Flora de Maio", com prefácio do poeta Alberto de Oliveira, onde reúne todas as suas poesias. Em 1905, deixou o magistério, voltando a colaborar na imprensa, em quase todos os jornais do Rio de Janeiro. Entrou para a redação do Correio da Manhã, em 1910, onde assumiu a direção, durante a ausência de Edmundo Bittencourt e Leão Veloso.
 
Em 1914 criou a seção de crítica, "Registro Literário", onde escreveu no Correio da Manhã até 1917. Entre os anos de 1915 e 1917, escreveu a seção no jornal Imparcial, e de 1921 a 1924, no Jornal do Brasil. Em 1918, publica o esboço histórico, "Abolição", com o prefácio de Rui Barbosa. Em 1924 publica o livro "Critica e Polêmica", onde reúne os trabalhos publicados nos diversos jornais.
 
Joaquim Osório Duque Estrada faleceu no Rio de Janeiro, no dia 5 de fevereiro de 1927.

CLAUDIO MANOEL DA COSTA

 
JD VERGUEIRO
 
BIOGRAFIA

Cláudio Manuel da Costa (Vila do Ribeirão do Carmo, Minas Gerais, 5 de junho de 1729 — Vila Rica, Minas Gerais, 4 de julho de 1789) foi um jurista e poeta do Brasil Colônia.
 
Patrono da cadeira número 8 da ABL (Academia Brasileira de Letras), Cláudio Manuel da Costa é considerado um dos maiores poetas brasileiros do período colonial. Advogado, era filho do lavrador e minerador João Gonçalves da Costa e de Teresa Ribeiro de Alvarenga. Depois de iniciar os seus estudos em Vila Rica (Ouro Preto) e cursar filosofia no Rio de Janeiro, seguiu em 1749 para Lisboa e, posteriormente, para Coimbra, onde se formou em Cânones, em 1753.
 

Em Portugal, entrou em contato com as ideais iluministas e iniciou a sua carreira literária publicando, em opúsculos, pelo menos três poemas: "Munúsculo métrico", "Labirinto de Amor" e "Epicédio". Em todos os trabalhos, a característica poética do Barroco seiscentista é evidente, nos cultismos, conceitismos e formalismos.

De volta ao Brasil, dedicou-se à advocacia, sendo nomeado secretário do governo de Minas Gerais, cargo que ocupou entre 1762 e 1765. A literatura, sua grande paixão, não foi esquecida, e Cláudio Manuel da Costa criou uma academia, a Colônia Ultramarina. Depois, trabalhou como juiz medidor de terras da Câmara de Vila Rica, que era a capital da província mineira.

Em 1773, adotou o nome árcade de Glauceste Satúrnio. Anos mais tarde, participou, ao lado de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, Inácio José de Alvarenga Peixoto e outros, da Inconfidência Mineira. Na mesma época, compôs o clássico poema "Vila Rica", pronto em 1773, mas publicado somente em 1839, em Ouro Preto, 50 anos após a sua morte. A poesia descreve a saga dos bandeirantes paulistas no desbravamento dos sertões e suas lutas com os emboabas indígenas, até a fundação da cidade de Vila Rica.

Nas décadas de 70 e 80, escreveu várias poesias em que mostra preocupação com problemas políticos e sociais, publicadas na maior parte por Ramiz Galvão em 1895. Cláudio Manuel da Costa estava rico (possuía três fazendas, além de outros bens) quando se envolveu com a Inconfidência Mineira. Preso, foi interrogado pelos juízes no dia 2 de julho de 1789. Muito nervoso, comprometeu alguns amigos em seu depoimento, antes de ser encaminhado para a prisão, na Casa dos Contos, em Vila Rica.

No dia 4 de julho de 1789, Cláudio Manuel da Costa cometeu suicídio dentro da prisão, embora alguns historiadores afirmem que o poeta foi assassinado. O seu corpo foi encontrado pendente de uma trave.

Contemporâneo da Arcádia Lusitana, Cláudio Manuel da Costa foi um poeta de técnica apurada, um escritor que procurou equilibrar a sua forte vocação barroca ao estilo neoclássico. O poeta mineiro também introduziu, em seus textos, elementos locais, descrevendo paisagens e expressando um forte sentimento nacionalista.


domingo, 29 de setembro de 2013

VINÍCIUS DE MORAES

PARQUE SÃO BENTO
 
BIOGRAFIA
 
Marcus Vinicius de Melo Moraes nasceu no Rio de Janeiro, em 19 de outubro de 1913. Já compunha versos ao cursar os estudos secundários em sua cidade natal. Em 1930, ingressou na Faculdade Nacional de Direito, onde conheceu e se ligou a nomes que se destacariam no panorama intelectual e político brasileiro, como Otávio de Faria, San Thiago Dantas e Plínio Doyle. Formou-se em 1933, mesmo ano em que lançou seu primeiro livro de poemas, "O Caminho para a Distância".

Não se dedicou muito tempo à advocacia, ingressando no Ministério da Educação para exercer o cargo de censor cinematográfico. Em 1938, porém, recebeu uma bolsa do Conselho Britânico para estudar língua e literatura inglesa na Universidade de Oxford. Ainda na Inglaterra, casou-se por procuração com Beatriz Azevedo de Melo. Voltou ao Brasil em 1939, devido ao início da Segunda Guerra Mundial.
 
Passou longa temporada em São Paulo e, voltando ao Rio de Janeiro, começou a colaborar na imprensa. Nessa época, já era reconhecido como poeta e desenvolvera amizade com vários nomes importantes de nossas letras, como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade e Cecília Meireles.

Em 1943 ingressou na carreira diplomática, seguindo três anos depois para Los Angeles (EUA) como vice-cônsul. Serviu também em Paris, Montevidéu e novamente Paris. Durante esse tempo, publica diversas obras e casa-se pela segunda, terceira e quarta vez. No início da década de 1960, começou a compor em parceria com Carlos Lyra, Pixinguinha e Baden Powell. Também faz shows ao lado de Antonio Carlos Jobim e João Gilberto.

Também exerceu intensa atividade na área de cinema, teatro, poesia e música, Em 1969, foi exonerado do Ministério das Relações Exteriores pelo regime militar e se casou com Cristina Gurjão. No ano seguinte, casou-se com a atriz bahiana Gesse Gessy e iniciou sua parceria com Toquinho, que iria continuar até o fim de sua vida. Com o parceiro, excursiona pelo Brasil e pela Europa.

Durante a década de 1970, compôs muito, fez vários shows e casou-se ainda mais duas vezes. Em 1979, a convite do então líder sindical Luís Inácio Lula da Silva, faz uma leitura de seus poemas no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. No mesmo ano, na volta de uma viagem à Europa, sofre um derrame à bordo do avião. Morreu aos 67, em 9 de julho de 1980, de edema pulmonar, em sua casa, na companhia de Toquinho e da última mulher, Gilda Queirós Mattoso.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

GONÇALVES DIAS

VILA GABRIEL
 
BIOGRAFIA
 
Gonçalves Dias (1823-1864) foi poeta e teatrólogo brasileiro. É lembrado como o grande poeta indianista da geração romântica. Deu romantismo ao tema índio e uma feição nacional à sua literatura. É lembrado como um dos melhores poetas líricos da literatura brasileira. É Patrono da cadeira nº 15 da Academia Brasileira de Letras.
 
Gonçalves Dias  nasceu nos arredores de Caxias, no Maranhão, no dia 10 de agosto de 1823. Filho de um comerciante português e uma mestiça. Iniciou seus estudos no Maranhão e ainda jovem viaja para Portugal. Em 1838 ingressa no Colégio das Artes em Coimbra, onde conclui o curso secundário. Em 1840 ingressa na Universidade de Direito de Coimbra, onde tem contato com escritores do romantismo português, entre eles, Almeida Garret, Alexandre Herculano e Feliciano de Castilho. Ainda em Coimbra, em 1843, escreve seu famoso poema "Canção do Exílio", onde expressa o sentimento da solidão e do exílio.
 
Gonçalves Dias volta ao Maranhão em 1845, depois de formado em Direito. Ocupa vários cargos no governo imperial e realiza diversas viagens à Europa. Vai para o Rio de Janeiro em 1846 e em 1847 publica o livro "Primeiros Cantos", que recebe elogios de Alexandre Herculano, poeta romântico português. Ao apresentar o livro, Gonçalves Dias confessa: "Dei o nome Primeiros Cantos às poesias que agora publico, porque espero que não sejam as últimas". Em 1848 publica o livro "Segundos Cantos".
 
Em 1849, é nomeado professor de Latim e História do Brasil no Colégio Pedro II. Durante esse período escreve para várias publicações, entre elas, o Jornal do Comércio, a Gazeta Mercantil e para o Correio da Tarde. Fundou a Revista Literária Guanabara.
 
Gonçalves Dias publica em 1851 o livro "Últimos Cantos". Regressa ao Maranhão, e conhece Ana Amélia Ferreira do Vale, por quem se apaixona. Por ele ser mestiço, a família dela proíbe o casamento. Mais tarde casa-se com Olímpia da Costa.
 
Gonçalves Dias exerceu o cargo de oficial da Secretaria de Negócios Estrangeiros, foi várias vezes à Europa e em 1854, em Portugal, encontra-se com Ana Amélia, já casada. Esse encontro inspira o poeta a escrever o poema "Ainda Uma Vez — Adeus!".
 
Em 1862, Antônio Gonçalves Dias vai à Europa para tratamento de saúde. Sem resultados embarca de volta no dia 10 de setembro de 1864. No dia 3 de novembro o navio francês Ville de Boulogne em que estava, naufraga perto do Farol de Itacolomi, na costa do Maranhão, onde o poeta falece.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

OLAVO BILAC

VILA SANTANA


BIOGRAFIA

 
Os amantes da literatura certamente aplaudem a decisão de Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (16/12/1865 - 28/12/1918), que abandonou os cursos de medicina e direito para se dedicar à poesia. Além de poeta, foi jornalista, crítico, inspetor da Instrução Pública e membro do Conselho Superior do Departamento Federal. Pertenceu à Escola Parnasiana Brasileira, sendo um dos seus principais representantes, ao lado de Alberto de Oliveira e Raimundo Correia. Para os seus mais fervorosos admiradores, Olavo Bilac nasceu mesmo predestinado à poesia, pois o seu nome completo é um verso alexandrino (12 sílabas poéticas).

Membro-fundador da Academia Brasileira de Letras, ocupou a cadeira número 15 da entidade, cujo patrono é outro poeta: Gonçalves Dias. A sua preocupação em atingir a perfeição é refletida em alguns poemas, que possuem uma grande beleza pelo ritmo e sonoridade. Boêmio inveterado, Olavo Bilac também foi um dos maiores defensores da abolição da escravatura, unindo-se a José do Patrocínio.


Começou a ganhar fama entre os escritores brasileiros com a publicação de "Poesia" (1888). Doze anos mais tarde, seguiu para Paris como correspondente da publicação "Cidade do Rio". Encantando com a capital francesa, Olavo Bilac passou a visitar regularmente a cidade, nos anos seguintes.

Um dos fundadores da Liga da Defesa Nacional (da qual foi secretário-geral), lutou pelo serviço militar obrigatório, que considerava uma forma de combater o analfabetismo. Na adolescência, foi bastante influenciado pelos poetas franceses. Suas poesias revelam uma grande emoção, um certo erotismo e influência marcante da poesia portuguesa dos séculos 16 e 17. Nas duas primeiras décadas do século 20, os seus poemas eram declamados em saraus e salões literários, comuns na época

A correção da linguagem, o rigor da forma e a espontaneidade são as principais características de seus versos. Além de "Poesias", publicou também "Crônicas e Novelas", "Conferências Literárias", "Ironia e Piedade", entre outras obras, como crônicas, conferências literárias, discursos, livros infantis e didáticos. Olavo Bilac, autor do Hino à Bandeira Nacional, fez oposição ao governo do marechal Floriano Peixoto. Perseguido pelo governo do marechal, Olavo Bilac ficou um tempo escondido no interior de Minas Gerais. Quando regressou ao Rio, foi preso.

O talento literário de Olavo Bilac começou a ser notado quando ele tinha 19 anos. Em 1884, o seu soneto "Nero" foi publicado na "Gazeta de Notícias", à época um dos mais importantes jornais do Rio de Janeiro. No começo do século 20, o reconhecimento nacional: foi eleito o "príncipe dos poetas brasileiros", pela revista "Fon-Fon", que realizou um concurso. Um dos destaques de sua obra é o livro póstumo "Tarde", publicado em 1919, ano seguinte à sua morte. Olavo Bilac também fundou vários jornais, como "A Cigarra", "O Meio" e "A Rua", que tiveram vida efêmera.

CATULO DA PAIXÃO CEARENSE

VILA JARDINI

BIOGRAFIA



Catulo da Paixão Cearense (São Luís do Maranhão, 8 de outubro de 1863Rio de Janeiro, 10 de maio de 1946) foi um poeta, músico e compositor brasileiro. A data de nascimento foi por muito tempo considerada dia 31 de janeiro de 1866, pois a data original foi modificada para que Catullo pudesse ser nomeado ao serviço público.
Filho de Amâncio José Paixão Cearense (natural do Ceará) e Maria Celestina Braga (natural do Maranhão)
 
Mudou-se para o Rio em 1880, aos 17 anos, com a família. Trabalhou como relojoeiro. Conheceu vários chorões da época, como Anacleto de Medeiros e Viriato Figueira da Silva, quando se iniciou na música.
 
Integrado nos meios boêmios da cidade, associou-se ao livreiro Pedro da Silva Quaresma, proprietário da Livraria do Povo, que passou a editar em folhetos de cordel o repertório de modismos da época.
 
Catulo da Paixão Cearense passou a organizar coletâneas, entre elas O cantor fluminense e O cancioneiro popular, além de obras próprias. Vivia despreocupado, pois era boêmio, e morreu na pobreza.
 
Em algumas composições teve a colaboração de alguns parceiros: Anacleto de Medeiros, Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Francisco Braga e outros. Como interprete, o maior tenor do Brasil, Vicente Celestino .
 
Suas mais famosas composições são Luar do Sertão (em parceria com João Pernambuco), de 1914, que na opinião de Pedro Lessa é o hino nacional do sertanejo brasileiro, e a letra para Flor amorosa, que havia sido composta por Joaquim Calado em 1867. Também é o responsável pela reabilitação do violão nos salões da alta sociedade carioca e pela reforma da ´modinha´.